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© 2018 por Feitosa Lab. 

O Laboratório de Sistemática e Biologia de Formigas da UFPR acredita que o trabalho de identificação e confirmação de identificações realizado por um taxonomista é uma forma de prestar serviços à comunidade, seja ela científica ou não. Reforçamos a questão de que este é um serviço prestado também no intuito de esclarecer à comunidade de que taxonomia e identificação de espécies são coisas totalmente distintas. Por mais que um taxonomista tenha facilidade para identificação por conhecer mais intimamente a literatura e a terminologia, ele não é o único capaz de identificar, mesmo porque está preocupado com uma série de outras questões que de fato envolvem a rotina da taxonomia como, por exemplo, a descrição e organização da vida!

 

Diversos pesquisadores e estudantes (graduação e pós-graduação) enviam-nos espécimes de formigas coletadas em seus projetos de pesquisa com o intuito de obter a identificação de seu material ao nível mais específico possível. Assim, grande parte do material estudado e examinado no Laboratório de Sistemática e Biologia de Formigas provém da colaboração com pesquisadores e estudantes de diferentes grupos de pesquisa e instituições do Brasil e exterior.

 

Desse modo, os membros do laboratório terão o maior prazer em auxiliar colegas na identificação dos espécimes de seus projetos, sempre que houver disponibilidade. Para tanto, faz-se necessário apresentar aqui recomendações de como nos contatar e os cuidados que devem ser tomados na preparação do material entomológico a ser enviado.

Papel do taxonomista e identificação de material

Antes de enviar qualquer material, favor ler todas as informações desta página!

Inicialmente, entre em contato com o laboratório através do e-mail feitosalab@gmail.com. Na sua mensagem faça uma breve apresentação de seu grupo de pesquisa e descreva o projeto do qual faz parte o material entomológico a ser enviado. É importante mencionar se o material faz parte de estudo acadêmico (monografia, trabalho de conclusão de curso, dissertação, doutorado ou um artigo específico). O conjunto dessas informações irá nos possibilitar ter uma compreensão de qual fauna está sendo estudada e quais serão as possíveis complicações e dificuldades encontradas no processo de identificação. Outra informação muito importante a ser explicitada (que deve ser acordada entre as partes) é a questão do tempo, isto é, se os dados de identificação do material a ser enviado serão necessários dentro de algum prazo específico.

 

Após o contato, a resposta por parte do laboratório ocorrerá conforme a demanda de pedidos e disponibilidade de membros para identificação.

Contato e troca de informações

Envio de espécimes

Após acordado o envio de espécimes para identificação, é necessário certificar-se que o material entomológico esteja adequadamente preservado/preparado. A preocupação do laboratório é justamente no sentido de realizar uma identificação precisa do material enviado, de modo que o pesquisador tenha um trabalho final de alta qualidade. Para isso, o solicitante pode optar por encaminhar o material em via úmida ou via seca.

 

  1. Espécimes enviados em via úmida devem estar acondicionados em frasco(s) de vidro ou plástico que não permita(m) vazamento do álcool. Qualquer nível de vazamento/evaporação pode causar sérios problemas ao material durante seu transporte. O álcool a ser utilizado deve ser entre 70% e 100%, com preferência ao 100%.

  2. Espécimes enviados em via seca devem ser preparados através de montagem dupla (utilizando um triângulo de papel), com alfinete entomológico nº2. O papel a ser utilizado para confecção do triângulo deve ser rígido, preferencialmente papel-cartão. Para fazer os triângulos, o ideal é usar um alicate picotador, próprio para coleções entomológicas. Caso não tenha disponível em seu departamento, ele pode ser obtido aqui.

Com os materiais necessários em mãos, a montagem de seus exemplares é o próximo passo. Sugerimos conferir as dicas de montagem na seção Preparing Ants for Study, no sítio online Antwiki (aqui, ou ver seção Links).

Atenção: Antes de solicitar qualquer tipo de colaboração de um taxonomista, qualquer que seja o grupo de estudo, tenha sempre em mente que este possui seu tempo ocupado por seus próprios projetos de pesquisa, aulas, orientações, questões burocráticas e administrativas e outras colaborações. Além disso, lembre-se que a identificação de espécimes até o nível específico pode requerer muito tempo e disto não depende apenas a quantidade de material, mas também sua diversidade e complexidade. Também é importante mencionar que para muitos grupos de formigas não existem chaves de identificação atualizadas, enquanto que outros grupos são tão complexos morfologicamente que se torna inviável qualquer tentativa de identificá-los ao nível específico.

Identificação de Material

Montagem

Perceba que as formigas devem sempre ser montadas com a cabeça voltada para a esquerda e a ponta do triângulo nunca deve ultrapassar o corpo da formiga quando esta é vista dorsalmente. As pernas devem estar abaixadas para permitir a visualização completa da lateral do corpo da formiga. O nível de qualidade esperado pode ser observado nas imagens abaixo:

Foto: Gabriela P. Camacho

Foto: Gabriela P. Camacho

Foto: Thiago S. R. Silva

Rotulagem de exemplares

Preparado o seu material, é necessária a etiquetagem/rotulagem completa dos exemplares. Tanto material em via úmida quanto em via seca devem portar uma etiqueta em papel de alta densidade (de preferência impressa em sulfite branco 180 mg) contendo os dados de coleta de cada amostra (país, estado, município, localidade [bairro/parque/reserva/estrada], data da coleta, nome do coletor ou coletores, coordenadas geográficas, quando houver e método de coleta). O ideal, por questões de espaço, é que o rótulo não ultrapasse 5 linhas, com fonte Arial Narrow, tamanho 4,5, com no máximo 2 cm de largura por 0,70 cm de altura (modelo de rótulos). Se houver mais informações a serem adicionadas, o ideal é que seja feito um segundo rótulo para cada alfinete/amostra. Recomendamos fortemente que a impressão seja feita em uma impressora a laser devidamente configurada para papéis de alta densidade. Não se esqueça de associar cada morfoespécie a um código, para que possamos manter um controle do que será identificado e para que o solicitante consiga recuperar a informação original associada à morfoespécie.​

Armazenamento para envio

Com o material preparado e devidamente rotulado, é necessário um armazenamento adequado para seu envio.

 

  1. No caso do material em via úmida, o(s) frasco(s) (ou tubos eppendorf) pode(m) ser fixados(s) em furos feitos em uma placa de isopor e acondicionado(s) de forma firme em uma caixa protegida. Ainda, podem ser agrupados com fita adesiva e envoltos em plástico-bolha. Isso previne que o material fique solto na caixa de postagem durante seu transporte e que os frascos possam abrir ou quebrar.

  2. No caso de material em via seca, os exemplares devem estar acondicionados em uma caixa rígida (papelão grosso ou madeira) com fundo de isopor e tampa. Esta caixa deve ser rígida o bastante para evitar possíveis danos ao material em seu interior durante o transporte. Para evitar que etiquetas e triângulos girem e destruam o material, o ideal é fixar cada alfinete com dois outros alfinetes, um à frente e outro atrás do rótulo. É trabalhoso, mas ainda assim é melhor do que perder exemplares.

  3. Finalizados os procedimentos dos itens 1 ou 2, coloque o material em uma caixa maior (caixa de postagem), envolto por material de proteção anti-impacto (pedaços de isopor picado, jornal amassado etc.). Isso evita que as pancadas que as caixas sempre sofrem no transporte danifiquem o material.

 

Com todos os cuidados tomados ao se seguir os itens acima, o material chegará ao seu destino nas condições ideais para uma identificação precisa e poupará muito tempo do taxonomista.

IMPORTANTE

 

No Laboratório de Sistemática e Biologia de Formigas entendemos que a identificação de pequenos lotes de material por parte do taxonomista não lhe confere o direito de cobrar coautoria no estudo para o qual os exemplares se destinam. Da mesma forma, em nosso laboratório não há cobrança de valores para o trabalho de identificação. Ainda assim, em reconhecimento ao trabalho e esforço do taxonomista, no caso da identificação de grandes lotes de material ou de um fluxo contínuo de material para identificação em projetos de longo prazo, pode ser justo e de bom senso propor a coautoria. Ainda assim, a participação do taxonomista como coautor do estudo deve ser acordada e definida entre as partes antes do processo de identificação. Finalmente, é importante que deixemos claro que, embora não haja cobrança de valores ou coautoria pelo serviço de identificação prestado, todo o material enviado ao Laboratório será considerado uma doação à Coleção Entomológica Padre Jesus Santiago Moure (DZUP) que é o depositário formal de nossa coleção de formigas, o que equivale a dizer que não fazemos devoluções ou reenvio do material que aqui chega.

Endereço para envio

Destinatário: Rodrigo Machado Feitosa

Endereço: Departamento de Zoologia, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná.

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